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15 Abril

A universidade é um ambiente propício para o consumo de drogas?

Escrito por  Fonte Externa

Segundo especialistas, os jovens costumam ir contra a rigidez acadêmica, e o uso de drogas - lícitas ou não - é uma das formas de se contrariar o sistema.

Psicólogo Gilberto Diniz fala sobre o uso da maconha nas universidades: "É um ambiente que, na maioria das vezes, é utilizado para aliviar toda a repressão que o sujeito sentiu, até então"

Como o próprio nome sugere, a universidade compreende uma pluralidade de saber, cultura e inovação. Como se trata de um campo tão diversificado, é inevitável que as drogas também estejam presentes. Pelos corredores ou até mesmo nas salas de aula não é de se estranhar a famosa "maresia", descrita pelo compositor Gabriel, o Pensador. Mas, será que o meio acadêmico é propício para o consumo de entorpecentes?

A secretaria nacional de Políticas sobre Drogas divulgou em dezembro de 2010 o primeiro levantamento nacional sobre uso de álcool, tabaco e outras drogas entre universitários das 27 capitais brasileiras. O estudo confirma que os estudantes de ensino superior são a parcela da população que mais consome drogas. A pesquisa aponta que 48,7% dos universitários entrevistados usaram drogas ilícitas. Na população brasileira, o índice é de 22,8%, segundo levantamento geral realizado em 2005.

Em 1960, o movimento denominado contracultura, iniciado nos Estados Unidos, ganhou força. Com estilos inovadores, jovens afirmavam suas identidades por meio dos festivais de rock, consumo de drogas e postura underground (fora dos padrões comerciais). O filme Os Sonhadores (2003), do diretor italiano Bernardo Bertolucci ilustra bem esse contexto social de 1968. Segundo Gilberto Damasceno, cientista político e coordenador da pós-graduação de dependência química da PUC Minas, hoje, a droga está inserida na vida dos jovens de outra forma.

"A droga, principalmente na década de 1960, estava incorporada ao movimento da contracultura. Hoje, o sentido desse consumo mudou. A droga apresenta-se como uma forma de status de consumo. A única droga que circula nesse contexto da contracultura é a maconha, que é considerada dos dissociados do capitalismo. São aqueles que ainda querem recuperar algum elemento do movimento hippie, da natureza. Só que, hoje, a maconha está mais ligada ao aspecto de relaxamento do que a movimentos de contracultura", explica Gilberto Damasceno.

Após a aprovação pela Anvisa do uso de medicamentos à base de canabidiol, a discussão sobre a legalização da maconha ganhou mais força

Para o psicólogo Gilberto Diniz, a universidade pode ser considerada, sim, um meio propício para a primeira experiência com as drogas. "Os indivíduos, ao ingressarem em uma faculdade, levam a ideia da liberdade de expressão, da autonomia e da maturidade. Por meio do contato com o saber, com a ciência e com pessoas do meio acadêmico, o sujeito se sente amparado e dono de um controle de sua própria vida. É um ambiente que, na maioria das vezes, é utilizado para aliviar toda a repressão que o sujeito sentiu, até então, em relação aos locais de ensino", mostra o especialista.

Testando limites

De acordo com o cientista político, os jovens estão ligados às drogas pelo perfil comportamental dessa faixa etária. "O jovem é um sujeito experimentador, que permite extrapolar os seus limites. E a vida se apresenta como um mito extremamente entediante para ele. Trabalho, responsabilidade e ganho de dinheiro. São pontos que não são motivadores centrais para o jovem em sua grande maioria. Então, a droga é usada porque é prazerosa. É uma forma de socialização, de inclusão nos grupos", analisa Gilberto Damasceno.

Como se sabe, o exagero no consumo de bebidas alcoólicas é uma prática muito comum nas festas universitárias. Em fevereiro deste ano, um jovem mineiro de 23 anos morreu após ingestão excessiva de álcool em um evento promovido por estudantes de várias repúblicas da cidade de Bauru, em São Paulo. Humberto Moura Fonseca cursava engenharia elétrica na Universidade Estadual Paulista e participou de uma competição que incentivava a ingestão de álcool.

O psicólogo Gilberto Diniz explica como o convívio em grupo pode influenciar nos exageros: "A identidade de grupo é, na maioria das vezes, mais forte do que a sua própria identidade. Quando um grupo partilha de uma mesma identidade, a repercussão disso é poderosíssima e é denominada instinto social. É uma forma de promover certos comportamentos em determinadas situações específicas. Quanto mais gente estiver fazendo a mesma coisa, mais pessoas se juntarão e passarão a fazer o mesmo. Ao repetir certo comportamento, ele vai ganhando mais força".

Fonte: Encontro (UAI)

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