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24 Abril

Retrato do alcoolismo agudo

Escrito por  Fonte Externa

O uso de álcool, inicialmente, leva a um estado de excitação: o sentimento de superabundância de vida, alegria, otimismo. Há um excesso de gestos e palavras: o alcoolizado canta, dança, declama, discursa e procura o máximo ser engraçado. O embriagado sente-se belo, forte, mostra-se altruísta e corajoso.

No começo a intenção é de sair e tomar uma bebida, relaxar, se divertir com os amigos. Na verdade ninguém planeja com antecedência sobre o que vai acontecer se ficar muito bêbado. Quantos perdem a memória, esquecem do que aconteceu na noite anterior, acordando em sua cama todo estropiado.

Sem autocrítica, diz incoerências, e inventa façanhas realizadas só no seu imaginário.

Iludido por essa felicidade alcoólica, bebe mais e então se desorienta e confunde ideias; torna-se provocador, insolente, irritado e perigoso, não sendo raro a prática de atos delituosos. É a fase em que comete os mais variados crimes.

O álcool mata porque exerce efeito depressivo sobre o sistema nervoso central e "desliga" as áreas cerebrais que controlam a consciência, a respiração e os batimentos cardíacos, levando ao coma e à morte. Como o corpo é sábio, ele dá o alerta sobre esse risco iminente fazendo você se sentir mal e parar de beber. Pelo vômito, ele tenta jogar para fora o álcool antes que caia na corrente sanguínea. "A intoxicação alcoólica grave provoca distúrbios metabólicos, como desidratação, hipotensão, a queda da pressão arterial e arritmia, levando à parada cardíaca", diz Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração (HCor) e do Instituto Dante Pazzanese, de São Paulo. Outro perigo mortal nesse quadro é a asfixia pelo vômito - no caso daqueles que apagam e, de tão intoxicados, não conseguem acordar.

Logo mais, a linguagem incoerente e desconexa manifesta-se por palavras lentas e arrastadas, entrecortadas por soluços.

Sem sensibilidade, com uma irresistível tendência para o sono, adormece, quando não cai em coma alcoólico, transpirando suores frios, de respiração estertorante, roncando feito porco, membros inertes, sem sentidos, às vezes sujo e de esfíncteres relaxados, emitindo urina, fezes e odores.

Assim, sujo e fétido, no auge da bebedeira, forma bem o quadro que a um só tempo causa asco e inspira dó.

Se não o visita a morte, desperta enfraquecido, como saído de longa enfermidade: dor de cabeça, língua seca e pastosa, com sede e às vezes vômitos... É a “ressaca” que o fará consumir litros de limonadas e doses de extrato-hepático, passando o dia a lamuriar um roubo, um ferimento, uma desonra... Nunca faltam esses arrependimentos e promessas!

Muitos bebedores, logo de início, presos de grande tristeza e acabrunhamento, queixosos, buscam confidentes para suas mágoas, caindo em pranto sentimental. É o “vinho triste”.

Às vezes há liberação de violentas tendências agressivas e antissociais, de natureza criminal ou sexual, tornando-se incapaz de autocondução. É a “embriaguez patológica”, que também pode apresentar crises convulsivas e delírios alucinatórios, que levam à prática de agressões e autolesões.

É bebendo “um pouquinho” que os grandes alcoolistas iniciaram sua carreira degradante.

Os bebedores moderados sempre correm o risco de se tornar beberrões imoderados e crônicos. E quando chegam a compreender o seu perigo, muitas vezes é já tarde demais.

* ANTÔNIO PADILHA DE CARVALHO é presidente do IMPDrog – Instituto Mato-grossense de Prevenção às Drogas e colaborador do DC.

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